das distâncias nulas

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o encontro das distâncias : 

 zélia monteiro

 wellington duarte 

evocam um duo  

pele ossos músculos 

de espaços inauditos

nos limites silenciosos deslocam

forças, perdas, abismos ...

 nem um, nem outro,  

 nem onde, nem quando

um campo cruzado

uma encruzilhada distópica 

um duo 

das distâncias nulas.

concepção e interpretação: Wellington Duarte e Zélia Monteiro

câmera: Luciana Canton

WELLINGTON DUARTE|| Atua em São Paulo como diretor, bailarino e performer desde 1990 e atualmente dirige o Núcleo EntreTanto. Em sua trajetória promoveu um fazer/dizer no corpo e investiga qualidades corporais eu vão além de temas pontuais. Neste contínuo fazer tem elaborado propostas experimentais da fisicalidade, conectando lógicas, pensamentos e questões insuspeitas no corpo. Últimos trabalhos em dança: 2019 Situação de Atrito 3: uma coisa muda. Indicado ao Prêmio APCA, melhor espetáculo;  Indicado como um dos melhores espetáculos de 2019 pelo jornal A Folha de São Paulo.

2018 – Máquinas do Mundo, instalação cênica da Mundana Companhia de Teatro, realizada no SESC Pinheiros; 2018 – Situação de Atrito#variação nula; 2015 – Onde Agora? Quando Agora? Quem Agora?, direção de Wellington Duarte e Daniel Fagundes; 2014 – LÂMINA, direção Wellington Duarte; 2012 – Ocorrências, direção de Luiz Paetow; 2011 – Dobras, concepção e interpretação de Vera Sala e Wellington Duarte; 2010 – Rútilo Nada, direção de Daniel Fagundes, concepção e interpretação: Donizeti Mazonas e Wellington Duarte; 2009 –Torso+Oco, espetáculo criado para o 13º Festival da Cultura Inglesa, Concepção de Wellington Duarte e Direção de Donizeti Mazonas.

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ZÉLIA MONTEIRO||  Tem na base de sua pesquisa criativa e pedagógica o pensamento de Klauss Vianna, com quem trabalhou por oito anos e a escola clássica italiana com Maria Melô, de quem foi assistente por mais de dez anos.

Foi premiada pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 1987, 1992, 1998, 2010 e em 2016. Em 2014 ganhou o Prêmio Denilto Gomes da Cooperativa Paulista de Dança, na categoria Melhor Solo de Improvisação e foi uma das cinco finalistas do Prêmio Governador do Estado de São Paulo, na categoria Dança. Trabalha com improvisação cênica desde 1988.

Dirige o Núcleo de Improvisação desde 2007. Criou e dirige o Centro de Estudos do Balé, que realiza cursos de formação para crianças e jovens e de atualização para professores de balé. É professora no Curso de Comunicação das Artes do Corpo - PUC/SP e dá aulas regulares de dança clássica na Sala Crisantempo.